Paquistão, oficialmente República Islâmica do Paquistão, é um país soberano do Sul da Ásia. Faz fronteira com a Índia, o Irã, o Afeganistão e a China, com saída para o mar Arábico, ao sul. A população paquistanesa é uma das maiores do mundo, sendo Karachi a cidade mais populosa do país. Com uma população superior a 200 milhões de pessoas, é o quinto país mais populoso do mundo, com uma área de 796 095 quilômetros quadrados, é a 35ª maior nação do planeta em área territorial.
As pincipais cidades no Paquistão são Islamabad (capital), Lahore, Karachi e Peshawar.
Dados gerais do Paquistão
Nome oficial: República Islâmica do Paquistão
Gentílico: paquistanês
Extensão territorial: 796.095 km²
Localização: Ásia
Capital: Islamabad
Clima: Continental Árido
Governo: república federal parlamentarista
Divisão administrativa: quatro províncias (Gilgit-Baltistan; Khyber Pakhtunkhwa; Punjab; Sindh), duas áreas administrativas (Azad Jammu e Kashmir), áreas tribais administradas pela Federação, e a capital, Islamabad.
Idioma: urdu e inglês (oficiais)
Religiões:
islã: 96,4%
outras: 3,6%
População: 220.892.000 habitantes (ONU, 2020)
Densidade demográfica: 286,5 hab./km² (ONU, 2020)
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,557
Moeda: Rúpia paquistanesa (PKR)
História do Paquistão
No Sul da Ásia, onde hoje se localiza o Paquistão, habitaram alguns dos povos mais antigos do mundo, como a civilização do Vale do Indo, há, pelo menos, 5 mil anos a.C. Com o passar dos anos, pessoas de diversas origens instalaram-se naquela área, notadamente os indo-áricos. Além disso, o território paquistanês foi alvo de incursões estrangeiras, que fixaram impérios na região nos últimos séculos antes da era atual.
Nos séculos XVII e XVIII, o Império Britânico passou a exercer seu domínio sobre o sul asiático, mais especificamente sobre a área denominada subcontinente indiano.
Os movimentos de independência paquistanesa começaram na década de 1930, motivados pela criação de um território com maioria muçulmana. A independência do Paquistão foi conquistada quase duas décadas mais tarde, em 1947, tornando-se uma nação predominantemente islâmica. Após a sua emancipação, ocorreram ao menos três conflitos entre Paquistão e Índia. Suas causas estão atreladas ao território da Caxemira, localizado na fronteira entre ambos os países e a China. Esses conflitos são conhecidos como Guerras Indo-Paquistanesas, e se deram em 1947-1948, 1965 e 1971.
Além dos entraves mencionados, o território conhecido como Paquistão Oriental declarou a sua independência do Paquistão em 1971, tornando-se então Bangladesh. Internamente, o território paquistanês passou por uma série de conflitos políticos, incluindo golpes militares e momentos de suspensão da Constituição.
Geografia do Paquistão
O Paquistão é uma nação asiática localizada na região sul do continente. Com área total de pouco mais de 796 km², é o 37º país do mundo em extensão territorial. Possui um litoral de 1046 km, com saída para o oceano Índico, por onde se estende o mar Arábico.
A sudoeste, o país faz divisa com o Irã, a oeste, com o Afeganistão, em uma estreita faixa setentrional, com a China, e a leste, com a Índia. A capital do Paquistão é Islamabad.
Clima do Paquistão
O clima do Paquistão é do tipo Continental Árido, marcado pela elevada amplitude térmica anual e diária. O país experimenta duas estações bastante secas, que são o inverno, em que as temperaturas podem chegar a 2 ºC, e a primavera. Os verões são muito quentes, com temperaturas de até 47 ºC, e algumas áreas podem sofrer influência das monções, ventos que carregam bastante umidade. O outono é caracterizado como uma estação de transição e redução gradativa da umidade.
Relevo do Paquistão
A maior parte do relevo do Paquistão é formada por montanhas e planaltos, com média altimétrica de 900 metros. A região montanhosa fica no norte do país, por onde se estendem trechos das cordilheiras do Himalaia, Karakoram e Indouche. Fica também nessa área o ponto culminante do país, o monte Godwin-Austen, que está a 8611 metros acima do nível do mar. Trata-se do segundo ponto mais elevado do planeta.
Nas terras centrais, o relevo é caracterizado pela presença da planície Indo-Gangética, enquanto, ao sul desse domínio, encontra-se o planalto de Baluchistão.
Vegetação do Paquistão
A cobertura vegetal do Paquistão é bastante diversa, embora cada vez mais esparsa em decorrência das atividades agrícolas e extrativistas.
São comuns arbustos e árvores de pequeno e médio porte na maior parte das terras centrais, como as acácias e oliveiras selvagens. Principalmente nas áreas mais elevadas, são encontradas coníferas, como abetos, enquanto carvalhos, bordos e bétulas recobrem os terrenos de menor altitude.
Hidrografia do Paquistão
O rio Indo é o principal e mais longo do Paquistão, atravessando o país de norte a sul até o mar Arábico. São importantes, além dele, os rios Jelum, Chenab, Ravi e Sutlej.
Demografia do Paquistão
Com 220.892.000 habitantes, de acordo com dados da ONU para 2020, o Paquistão é o quinto país mais populoso do mundo. A maior parcela dessa população vive nas zonas rurais. A taxa de urbanização do país é de 36,9% (ONU, 2020).
A densidade demográfica do Paquistão é de 286,5 hab./km², sendo as áreas a partir do centro em direção do sul as que concentram o maior contingente de pessoas. Karachi é a cidade mais populosa do país e uma das maiores do mundo, reunindo 15.400.000 habitantes. A capital federal, Islamabad, conta com 1.095.100 habitantes.
A população paquistanesa está entre as mais jovens do mundo, com idade mediana de 22,1 anos. A expectativa de vida no país é baixa se comparada com a de outras nações: 69,37 anos, com diferença de cinco anos entre mulheres e homens, maior para o primeiro grupo.
A composição populacional do Paquistão se dá por diversas etnias:
- punjabi (44,7%)
- pashtun (15,4%)
- sindhi (14,1%)
- saraiki (8,4%)
- muhajirs (7,6%)
- baluchis (3,6%)
Cultura do Paquistão
A rica cultura paquistanesa foi construída ao longo de milênios de tradição, possuindo em seus traços a influência de diversos povos, como os indo e mogol. Muitos dos costumes e normas culturais presentes hoje no país estão diretamente atrelados à religião praticada pela grande maioria dos paquistaneses, que é o islã.
Uma das danças típicas do país é o bhangra, de origem punjabi. Trata-se também de um estilo musical bastante popular no grupo citado. Tem-se, ainda, o khatak, originária dos pashtuns, a giddha e o kikli, sendo essas duas últimas tradicionalmente femininas.
O calendário de festividades inclui diversas celebrações de cunho religioso. Além disso, o Dia do Paquistão é comemorado em 23 de março, assim como o Dia da Independência, que acontece em 14 de agosto. O festival de pipas, conhecido como Basant, é bastante popular no país, e marca a chegada da primavera.
O chá (chai) é uma bebida muito consumida no Paquistão, levando em seu preparo leite, ervas e açúcar. Os pratos típicos do país levam principalmente arroz e carne de cordeiro, entre eles estão os kebabs, o qabuli palau, o nihari (ensopado com carne cozida), o carneiro karahi e o chapli kebab.
Infraestrutura do Paquistão
O Paquistão é um país com maior parte da sua população vivendo no meio rural. Nessas áreas, apenas 32,6% têm acesso à água potável manejada de forma segura, enquanto a eletrificação abrange 72%. Nas áreas urbanas, o sistema seguro de água chega a 40% dos habitantes, enquanto a parcela com energia elétrica é de 91%. A sua matriz energética é composta por combustíveis fósseis (principalmente), hidrelétricas, fontes nucleares e outras fontes renováveis.
Com relação aos transportes, as rodovias são os principais meios de deslocamento no país e também de conexão com as nações vizinhas. Ao todo, são mais de 263 mil km de rodovias, enquanto a malha ferroviária soma 11,8 mil km. O país dispõe de 103 aeroportos, além de um porto principal localizado em Karachi.
Questões relacionadas ao acesso e permanência das crianças e adolescentes na escola são alguns dos principais problemas educacionais do país. O Paquistão tem o segundo maior número de pessoas em idade escolar fora das salas de aula do mundo, sendo a maioria do sexo feminino. Os anos de estudo são oito em média, e os gastos governamentais com educação somam 2,9% do PIB.